“Respira Vida” contra a apnéia do sono

As apneias-hipopneas do sono (SAHOS) caracterizam-se pela obstrução repetida da via respiratória superior, na área da faringe, o que provoca paradas respiratórias que duram cerca de 10 segundos ou mais, fato que se chega a se repetir até 30 vezes, em casos mais extremos.

A respiração de recuperação da normalidade, com um ronco forte ou com um som gutural.

Um estudo publicado na revista Lancet revelou que esta síndrome é relevante quando a taxa é de 15 paragens na hora, dado que indicaria que a sofrem no Brasil, 40% dos homens adultos e em torno de 20% das mulheres, especialmente após a menopausa.

Para a Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica (SEPAR) o número de pessoas afetadas, tornando-a a quarta parte da população, embora só esteja em tratamento entre 5 e 9 por cento de ell@s.

Além disso, avança que no ano de 2026, a apnéia do sono se tornará a doença respiratória mais importante, dados que constam no Livro Branco da Pneumologia Portuguesa.

O doutor Julho Ancochea, neumoperiodista de efesalud aprofunda estas questões com o seu colega Henrique Zamora, especialista em distúrbios respiratórios do sono.

“Estima-Se que apenas 30% dos pacientes recebe um tratamento específico, dado que nos obriga a olhar para os 70% restantes, já que as consequências de sofrer de apneia do sono podem ser muito graves”, aponta o doutor em Zamora.O paciente tipo costuma ser um homem com obesidade ou sobrepeso, roncador e mais de 40 anos de idade.

Outros fatores de risco para a apnéia do sono são o tabaco, o consumo de álcool nas horas vespertinas, os sedativos e tranqüilizantes.

“A causa da apnéia tem sua origem em uma série de problemas anatômicos e funcionais -maxilar inferior curto, certas formas do paladar, pescoço, língua ou amígdalas grandes, dormir de barriga para cima-, que, unido a maus hábitos de vida, provoca o fechamento à passagem do ar na faringe, que está relaxada como o resto do corpo para o descanso noturno”, diz o pneumologista Henrique Zamora.

E quais são as consequências?, pergunta o doutor Ancochea a seu convidado.

“Para começar, um mau dormir e sonolência diurna em muitos casos. Para continuar, principalmente nos que sofrem em torno de 30 episódios cada hora, uma maior prevalência e pior controle da hipertensão arterial, uma maior casuística de acidente vascular cerebral -avc-, frequente de peito ou infartos do miocárdio”, destaca o doutor Zamora.

A prevenção e o tratamento da apnéia do sono é fundamental, ainda mais quando ele começa a ter relação com o câncer de pele.

“Devemos manter um peso corporal equilibrado, o que levaria a um melhor controlo da apneia do sono. Além disso, dormir um número de horas suficientes e de forma regular”, salienta.

“Para seu tratamento -continua – temos a eficácia do CPAP nasal, um dispositivo eletro-mecânico que transmite um fluxo contínuo de ar que corre por um tubo até uma máscara que se fixa no nariz ou nariz e boca do paciente”.

“O ar insuflado mantém inchado o palato e da faringe, a zona de possível obstrução -continua-, e corrige-se, assim, a apneia do sono”, conclui.

Javier Palicio, pneumologista aposentado e doente de apneia do sono, usa a CPAP nasal para o seu descanso noturno… e o de seu parceiro. Leva-o, mesmo quando viaja. Lhe mudou a vida.

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