respostas para as dúvidas mais frequentes

Os implantes dentários são uma das técnicas que mais revolucionou o campo da odontologia nos últimos anos, e também um dos que mais tem se beneficiado dos avanços tecnológicos e científicos. No entanto, são muitas as dúvidas que assaltam os doentes quando têm de considerar um tratamento

Imagem de implantes dentários/Foto cedida pela Clínica Sicília

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Os implantes dentários são, tal como informa a Sociedade Europeia de Osteointegração (EAO), fixações, semelhantes a um parafuso que se ligam ao osso maxilar ou mandibular. Esse parafuso -o implante propriamente dito, normalmente de titânio que substitui a raiz do dente ausente. Sobre o implante se fixam as coroas, pontes ou outras próteses que substituem a peça que falta.

A osteointegração, por sua vez, é o processo de integração em que o osso começa a proliferar em contato com a superfície do implante, e que irá garantir o sucesso e a estabilidade deste.

O objectivo desta técnica não só atende a uma função estética, mas também busca melhorar a saúde dental e a mastigação.

EFE Saúde falou com o presidente da EAO, o doutor Alberto Sicília, e junto com a informação publicada no site desta associação, foi coletada a resposta para as principais dúvidas que surgem os doentes quando têm de enfrentar esta técnica:

Eu sou um bom candidato para receber implantes dentários?

A maior parte das pessoas com bom estado de saúde ou doenças controladas podem receber implantes dentários. No entanto, esta técnica normalmente desaconsejarse em pessoas que tomam certos medicamentos, ou que sofrem de algum problema de saúde grave, sem controlar, assim como em mulheres grávidas. Também não devem ser colocados implantes em adolescentes, dado que o desenvolvimento facial estes ainda é incompleto e pode produzir resultados estéticos negativos.

Como é doloroso?

A colocação de implantes dentários não é um processo doloroso, uma vez que é feita com anestesia local. No entanto, podem aparecer desconforto após a cirurgia que podem ser aliviados com analgésicos, mas são muito raras dores pós-operatório.

Qual é a duração dos implantes?

Existem estudos a longo prazo que tenham avaliado o desempenho de alguns implantes em um período superior a 35 anos, e outros a 20 anos, que mostram que 80% seguem na função. Os relatórios mais atuais indicam que 90% dos implantes colocados há 10 anos se mantém na atualidade. Não obstante, os implantes que são colocados na atualidade são mais ásperos devido a que aderem melhor ao osso. Acredita-Se que podem ter um pior resultado a longo prazo, mas ainda não há estudos que possam confirmá-lo uma vez que são utilizados desde há pouco tempo.

Quanto tempo dura o processo de colocação do implante?

Os implantes requerem uma fase de integração de dois a quatro meses antes de que se possa colocar a prótese, mas em alguns casos muito específicos, estas podem ser colocados no mesmo dia em que se realizou o implante e, portanto, o mesmo dia em que foi extraído o dente que vai substituir. Este processo é chamado de carga imediata.

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Terei o buraco do dente que falta-me durante muito tempo?

Não se preocupe, se o seu caso não é o anterior; existe outra opção para não ter que mostrar o espaço vazio do dente ausente com o implante metálico. Na maioria dos casos, é possível inserir uma coroa ou ponte provisórias ou uma prótese removível sobre implantes durante o processo de cura antes de colocar a prótese definitiva.

Todas estas perguntas e muitas mais estão a sua resposta na página web da EAO, que fez uma compilação com as 56 dúvidas mais frequentes em relação aos implantes dentários.

Não obstante, os especialistas podem explicar melhor todas as questões levantadas em cada caso particular. O presidente da EAO, o doutor Alberto Sicília, insiste em que o implante não é algo que se dá por si mesmo, mas “uma parte do tratamento”, o que salienta a importância de que as necessidades do paciente, se colocam de forma global.

Além disso, alerta para os riscos de recorrer a clínicas de baixo custo para realizar estas técnicas, uma vez que nem sempre se cumprem todas as garantias nelas. “Os implantes são um tratamento invasivo, por isso deve ser feito com extrema dedicação, sem poupar em tempo e em meios de comunicação”.

A boca é um órgão e, como tal, requer sempre uma abordagem global. “Hoje não há muito o que Leonardo da Vinci, por isso que o tratamento de um paciente com complexo requer o estudo de 2 ou 3 especialistas em aspectos cirúrgicos periodontais, estética dentária, ortodontia… E isso só se pode fazer através de uma abordagem multidisciplinar”.

A tecnologia trouxe uma grande revolução no mundo da implantologia. “Hoje em dia o diagnóstico de um caso de implante é feito com programas virtuais e a tecnologia 3D, por isso estamos começando a dispensar os moldes que tanto afligem as pessoas, quando se lhes coloca a massa na boca”, afirma o doutor Sicília.

Desta forma, criam-se modelos que já não são de gesso, mas virtuais que, unidos ao scanner do paciente, permitem compreender a sua estrutura óssea e dos dentes. Obtém-se assim um modelo mais preciso, o que facilita o diagnóstico e o tratamento. Isso já é uma realidade.

No entanto, ficam por conseguir avanços no domínio da reconstrução óssea e do tecido da gengiva. “Neste campo ainda estamos em fase de desenvolvimento, mas eu acho que com a investigação que está a decorrer em células-tronco, nos próximos anos teremos resultados promissores que oferecer aos pacientes”, diz o periodontista.

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