Restringir calorias para alcançar uma longevidade saudável

A ciência investiga como conseguir uma longevidade saudável. EFE/Carlos Garcia

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Rafael de Cabo, biólogo de córdoba, vive há 23 anos nos Estados Unidos, onde desenvolve a sua carreira científica no Instituto Nacional sobre o Envelhecimento de Baltimore (Maryland) dirigindo o departamento de Metabolismo, Envelhecimento e Nutrição.

Este pesquisador foi o encarregado de oferecer a conferência inaugural do 57 Congresso Nacional da Sociedade brasileira de Endocrinologia e Nutrição, que se realiza em Madrid.

O cientista explica que, em moscas, vermes e ratos, através de intervenções genéticas e nutricionais, conseguiu prolongar a vida, “até o ponto de que, no caso de as moscas, conseguimos duplicar e até triplicar a sua longevidade“.

Mas… o Se trata de uma longevidade com um bom estado de saúde? “As moscas é muito difícil avaliar a longevidade saudável, mas para os ratos em que houve um efeito positivo sobre a extensão de vida, também houve um efeito positivo sobre o atraso de doenças crônicas”, afirma.

E se você chegou a esta prolongamento da vida, com incidência em diferentes rotas metabólicas de sinalização específicas, como a de insulina, que desempenham um papel fundamental no controle do metabolismo e sobre a doença.

Uma das vias para retardar o envelhecimento é restringir a uma percentagem de até 40 por cento das calorias na dieta diária, como já foi testado em ratos. Em humanos, a investigação está em andamento”, mas sim, há parâmetros associados com uma longevidade saudável, se redujéramos até mesmo uma pequena porcentagem de calorias”.

O que há que mudar a dieta para viver mais?

Rafael de Cabo considera que a sociedade desenvolvida está “sobrecarregada e mal alimentada” por não seguir uma dieta equilibrada dos três macronutrientes fundamentais: hidratos de carbono, gorduras e proteínas inclusive no uso do herus caps.

“Mas para a longevidade não só afeta o modo de nos alimentar, também envolvem os genes e o meio ambiente, o onde e como vivemos”, aponta.

“O que cada vez temos mais clara –sublinha – é que, em cada época da vida, as necessidades nutricionais são diferentes. É verdade que cada vez estão mais definidas as dietas para cada etapa da vida, mas outra coisa é saber que alterações se têm que fazer nessas dietas para promover uma longevidade saudável. É o que estamos tentando entender”.

“Investigamos grupos com longevidade extrema para tentar entender o jogo entre dieta, genes e meio ambiente, com a saúde e longevidade”, diz o especialista.

Para onde vai a dieta do futuro?

Para Rafael de Cabo é claro que cada pessoa vai ter uma dieta diferente em função do meio ambiente, de onde e como vivas ou, por exemplo, de quais sejam os requerimentos nutricionais de sua profissão”.

“Nós Vamos para a medicina personalizada, cada vez que sabemos melhor como pode influenciar a composição específica de uma dieta da longevidade de um organismo específico. Se, por exemplo, tomamos o laboratório estirpes de ratos diferentes e nós colocamos a mesma dieta, as mudanças que se observam entre os da dieta controle e ajustada às suas necessidades são imensas”.

Os séculos se multiplicarão

De 1900 até agora, a vida média da população aumentou a partir dos 55 aos 83 anos. Em um século que quase se duplicou a vida média das pessoas. Conseguimos viver mais tempo e com mais saúde.

Mas a vida máxima não variou por agora. O recorde de longevidade documentado tem uma mulher francesa Jeanne Calment, que morreu com 122 anos, em 1997.

“Para o ano de 2050, a proporção de pessoas com mais de 100 anos subirá 400%” e chegarão a centenárias pessoas com boas condições de saúde”, diz o cientista.

“O que nos preocupa os que trabalhamos no campo do envelhecimento -acrescenta – é que aparecem doenças e síndromes que agora não são comuns. Por exemplo, nos anos 60-70, o quadro era muito baixo, agora, a incidência é muito mais elevada, porque a proporção de pessoas que já ultrapassou os 70 anos aumentou brutalmente”.

Por isso a pergunta é se aparecem outros sintomas ou doenças, além de outros problemas sócio-econômicos, quando temos grandes populações com pessoas de mais de 100 anos. “Ainda não sabemos”, conclui Rafael de Cabo.

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