Retrospectiva do caminho fazia a liderança em transplantes e doação

25 de março de 2015, o Brasil celebra o Dia Nacional do Transplante como líder. A generosidade de 36 doadores por milhão e 4.360 agradecimentos de pacientes transplantados o têm conseguido. Uma tarefa em que trabalha a Organização Nacional de Transplantes (ONT), cujo diretor, o doutor Rafael Matesanz, lembra-se de como tudo nasceu para melhorar a atenção aos pacientes

De izqda a direita: Marcos Martinez, representante da Associação Mieloma, Linfoma e Leucemia (AEAL); Jesus Clemente, vice-presidente da Federação Portuguesa de Fibrose Cística (CF); Antonio Bernal, presidente da Federação Nacional dos Doentes e Transplantados Hepáticos (FNETH); a presidente Inidress,Virgínia Doado-são paulo; o dr. Rafael Matesanz, diretor ONT; João Carlos Julião, coordenador da Federação Nacional de Associações para a Luta contra as Doenças do Rim, (ALCER) e Emilio Batista, presidente da Federação Espanhola de Transplantados de Coração (FETCO). EFE-Foto cedida por INIDRESS

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Vinte e cinco anos de trabalho da GNT que foi visto como o número de doadores tem aumentado desde os 506 de 1989 até os 1.682 na atualidade.

O doutor Rafael Matesanz quis compartilhar alguns dias atrás, este sucesso com as associações de doentes, na conferência “Chaves e desafios de futuro no modelo de doação e transplante em Portugal”, organizado pelo Instituto de Inovação e Desenvolvimento da Responsabilidade Social sócio-sanitária (INIDRESS),

Uma liderança que se baseia em não perder de vista o fim último: o paciente. Pessoas que não são números, mas histórias.

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Sobre o que significa ser doador ou transplantado mostraram sua experiência Antonio Bernal, presidente da federação Nacional dos Doentes e Transplantados Hepáticos (FNETH); Jesus Clemente, vice-presidente da Federação Portuguesa de Fibrose Cística (CF) e Marcos Martinez, diretor da Associação Mieloma, Linfoma e Leucemia (AEAL).

Destacam-se sobretudo os pacientes transplantados de rim, com um máximo histórico de 2.678 e os transplantes cardíacos, devido ao seu aumento de 6% com 265 pacientes. Vivências que expuseram Emilio Batista, presidente da Federação Espanhola de Transplantados de Coração (FETCO) e João Carlos Julião, Coordenador da Federação Nacional de Associações para a Luta contra as Doenças do Rim (ALCER).

Dois anos cruciais de uma longa história

Há 25 anos a GNT surgia para trabalhar no atendimento aos pacientes. Um quarto de século em que a organização, as autoridades e a sociedade têm mostrado a sua capacidade para reiventarse.

Os 500 doadores no começo, o mil alcançado em 1995 ou os números atuais são as migalhas de um caminho de liderança global consolidado, ano após ano.

2008, Plano doação de 40. O objetivo dessa estratégia de ação era evitar a diminuição da doação de órgãos. Hoje podemos dizer que você conseguiu. No entanto, a preocupação continua em vigor, devido à diminuição das mortes por acidentes ou problemas cardiovasculares.

Algumas contas entre óbitos e transplantes difíceis de arrumar a longo prazo, já que menos de 1% de 180.000 pessoas que morrem em um hospital, podem doar.

2008, de emergência e o objetivo umbilical. A idéia de formar os urgenciólogos na doação de órgãos e atrair possíveis doadores fora da UVI, foi a metodologia escolhida para aumentar os números.

Funcionou, igual ao que fez os planos nacionais de medula óssea, com mais de 33.000 doadores, e o cordão umbilical que, com 60.000 unidades armazenadas, superou suas metas, um ano antes.

2010, a descida e a doação em asistolia. Desde 1606 doadores de 2009, no ano seguinte, ele desceu a 1502. “Uma queda que conseguimos reverter”, lembra Rafael Matesanz.

Esta recuperação deve-se a iniciativas como a doação em asistolia (transplante de um doador com uma parada cardíaca irreversível), que se tornou a principal via de expansão de doadores falecidos.

Números importantes para doadores e transplantados. Histórias relevantes para toda a sociedade. Dados e experiências que servem, como assinala o doutor Matesanz, para “mostrar que o esforço vale a pena”.

Os rostos por trás dos números

Um “merecer” cujo valor aumenta com o testemunho dos pacientes. Colocar voz aos dados para expor “como muitas vidas foram salvas, com uma qualidade extraordinária”, afirma Antonio Bernal.

Apoiados na família e os amigos “nós aprendemos a olhar para a cara da morte”, acrescenta Emilio Batista. Um olhar que não perde a esperança na lista de espera, em que Jesus Clemente, explica como esteve nove meses.

Sentimentos que surgem a partir da coordenação e organização a nível nacional, a utilização da linha de alta velocidade dos transportes e do sentir que o paciente está perto da GNT”, aponta o coordenador de ALCER.

Isso permitiu que 1 em cada 4 órgãos foram transplantados em uma comunidade autónoma diferente de onde foi doado. De novo, números que representam, quando você doa um rim, o presente de 19 anos de vida para o paciente transplantado.

Um trabalho com muito futuro

Apesar do feito, o diretor de a GNT insiste em um futuro em que não se pense sobre o feito, mas em seguir com a mesma linha de trabalho.

Uma tarefa que, nos próximos cinco anos, espera aumentar em 10% o número de doadores e 20% dos dados de pacientes transplantados, através de ações como:

  • Aumentar a doação em asistolia.
  • Intensificar a doação ao vivo.
  • Estreitar a colaboração entre as UCIS e o resto de serviços hospitalares.

Medidas cuja eficácia dependerá, segundo o doutor Matesanz, de que o sistema continue a ser público. “Quando deixe de ser parte da saúde pública pode vir para baixo, pelo que há que defendê-lo, a capa e espada”, conclui.

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