Risco de pólio durante o surto da Síria

Dois médicos alemães advertidos do risco de ocorrência de casos de poliomielite na Europa e regiões vizinhas da Síria devido ao surto da doença no país árabe, em um artigo publicado na revista médica britânica “The Lancet”

Campanha de vacinação para evitar a propagação do vírus da pólio na Síria/EFE/Youssef Badawi

Sexta-feira 07.09.2018

Quinta-feira 06.09.2018

Quarta-feira 05.09.2018

Os médicos Martin Eichner, da Universidade de Tubingen, e Stefan Brockmann, do Escritório de Saúde Pública Regional de Reutlingen, têm alertado de que os casos detectados na Síria podem colocar em risco a países vizinhos, já que o vírus são transmitidas através dos refugiados que fogem da guerra civil.

De acordo com a sua análise, devido a que uma em cada 200 pessoas infectadas desenvolve paralisia, pode levar até um ano detectar um surto de pólio nas áreas vizinhas à Síria porque, explica, trata-se de uma “transmissão”silencioso”.

Nesse período de tempo, de acordo com os especialistas, muitas pessoas poderiam ser infectadas.

Os médicos explicam que a maioria dos países europeus usam a vacina, que consiste em uma injeção de vírus inactivados, em vez de oral, pois esta, em alguns casos, pode causar paralisia flácida aguda, principal sintoma da doença.

Se bem que a primeira é muito eficaz na hora de prevenir a poliomielite, não fornece o mesmo nível de proteção contra vírus do que a dose oral, dizem os especialistas.

Os médicos citados como países de risco para a Áustria, Ucrânia e Israel, onde a pólio poderia chegar através dos refugiados.

De acordo com Eichner, mas não há casos da doença em Israel, os turistas estariam em perigo de levar a infecção a outros países.

Por sua parte, o virologista Benjamin Neuman, da Universidade de Reading (Inglaterra), referiu-se ao Reino Unido e alertou, em declarações à BBC que a vacinação “nunca é perfeita” e que “uma pequena porcentagem de crianças no Reino Unido poderá correr o risco de contrair a poliomielite se estivessem expostos ao vírus”.

“Até que o vírus seja totalmente eliminado, é essencial que continuemos com a vacinação de crianças”, insistiu Neuman.

A maioria dos 22 casos de paralisia semelhantes às causadas pela poliomielite observados na Síria, dos quais dez são por doença – correspondem a crianças menores de dois anos que não foram vacinadas ou que não receberam a dose correspondentes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu no mês passado que há um risco de que a doença se espalhe para outros países o movimento de refugiados sírios e o baixo nível de imunização na Síria a raiz do conflito civil.

As agências humanitárias da ONU querem vacinar 20 milhões de crianças na Síria e nos países vizinhos, em uma campanha de vacinação para travar o surto de pólio lançado no país, o primeiro em dez anos, com 10 casos já confirmados e doze brincos de testes de laboratório.

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